domingo, 20 de março de 2011
NOVOS POSTS
Estive envolvido em muitas outras atividades online, leituras, experimentações, o que fez com que o MECANOSFEARTE ficasse meio abandonado. Mas estou com muitas idéias no momento que deverão ser trabalhadas e postadas aqui. Espero que em breve, finalmente, este devir digital encontre suas linhas de voo.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
robô móvel controlado por barata >>> garnet hertz
Transcrição do vídeo “Robô móvel controlado por uma barata” (“Cockroach Controlled Mobile Robot”)
Tradução livre feita por Fernando de Araújo conforme texto referente ao vídeo.
Fonte: http://vimeo.com/2398096
[00:04] Robô móvel controlado por uma barata
“O robô móvel controlado por uma barata” é um sistema robótico que usa um inseto vivo como controlador, ou guia, de um robô de três rodas.
[00:30] O controle do robô
O sistema é controlado por uma barata gigante de Madagascar com aproximadamente cinco centímetros de comprimento. O inseto é colocado no topo de uma “trackball”, com arreios ajustáveis para ajudar ao inseto a permanecer no topo da bola. A bola opera como uma esteira de dois eixos que controla o movimento de um robô maior: quando a barata se move para frente, o robô também vai para frente; se a barata correr para a esquerda, o robô se move para a esquerda; se a barata corre para a direita, o robô corre para a direita.
[01:25] Sensores e feedback
O robô também tem um sistema de navegação e sensores que ajuda ao inseto a evitar o esmagamento do aparelho em colisões com objetos próximos. Na frente do robô, um campo de sensores “olha” o ambiente. Quando um objeto está próximo da dianteira do robô, os sensores detectam o objeto e piscam luzes para o inseto indicando a direção do obstáculo. Barreiras de pequenas luzes estão posicionadas na frente da barata a fim de formar um ambiente virtual e imersivo. Como baratas tendem a evitar luz, o inseto deveria, teoricamente, voltar-se para o escuro desviando assim o robô dos obstáculos.
[02:09] Motivações
O projeto é inspirado em três influências básicas.
[02:15] Biomimética
Primeiro: Biomimética, um desenvolvimento tecnológico que tem como fonte de inspiração os sistemas orgânicos. Particularmente no campo da robótica, baratas são muito admiradas e usadas como modelos para lógica de navegação e construção física de sistemas robóticos móveis.
[02:40] Ciborgue
Segundo: O ciborgue. A cultura popular demonstra um interesse recorrente no híbrido homem-animal-máquina. Este projeto esforça-se em construir um organismo cibernético que brinca com visões culturais e científicas de hibridismo sintético e orgânico.
[03:03] O computacional e o biológico.
Terceiro: O computacional e o biológico. O projeto é, essencialmente, um sistema robótico no qual o microcontrolador computadorizado é substituído por um inseto. No processo, a máquina opera demonstrando características basicamente biológicas. O robô e o inseto apresentam atributos como imprevisibilidade, preguiça, irracionalidade e resposta emocional.
[03:32] Retorno do público.
A mobilidade do robô torna legíveis as intenções do inseto para uma audiência maior e mais diversa. Algumas pessoas param um longo tempo observando o robô, entrando em empatia com o inseto e tentando perceber se o organismo é controlado ou está sendo controlado pela tecnologia e se o mesmo tem consciência de sua situação, se está imerso ou se está satisfeito com seu ambiente mediado e sintético.
[04:15] Garnet Hertz 2006
[04:20] http://conceptlab.com/roachbot/
land of whirling machines >>> immersiva
Postado por Chaotic Writer
Tradução livre feita por Fernando de Araújo do “post” no blog CHAOTICFLUX (http://chaoticflux.blogspot.com) sobre o vídeo “Terra das máquinas giratórias” (“Land of whirling machines”).
Preciso admitir que alguns de meus posts não são escritos no mesmo momento em que publico minhas machinimas. Produzir machinimas dá muito trabalho às vezes. Tenho algumas idéias e começo a tentar. Depois de um tempo, as coisas se juntam. Então, sou eu, dispositivos digitais, um computador, uma conexão de internet, a própria internet enquanto uma imensa ferramenta de composição. É muita coisa agindo em você. Acho que agora é o momento certo de por isto em texto.
Em segundo lugar, eu gostaria de me expor a um experimento: meus limites e talentos, os limites e possibilidades de um PC, nada avançado, as ferramentas, minhas leituras, como usar tudo isso junto, funcionando como máquina de máquina, com ruídos, mal-funcionamento e erros, com beleza mas também feiúra, A falha no sistema enquanto estética.
Tenho lido muito sobre arte, ciência e tecnologia, pesquisando suas conexões. Esta machinima é o fluxo em forma digital destes cruzamentos. Para mim, uma coisa estava claro: se eu pretendia falar sobre essas coisas, eu teria que experimentar-las, esteticamente, politicamente, como um jogo e uma aventura.
Para facilitar o meu trabalho, eu dividi esta machinima em algumas camadas.
Camada MÚSICA:
Antes de tudo, como minha proposta geral é usar o que chamo de baixa alta-tecnologia (low hightech), o som de uma qualidade muito baixa, é às vezes, quase ruído. Recorda-me sempre a tensão entre perfeição e erro, sucesso e falha, o belo e o feio.
Antes de tudo, como minha proposta geral é usar o que chamo de baixa alta-tecnologia (low hightech), o som de uma qualidade muito baixa, é às vezes, quase ruído. Recorda-me sempre a tensão entre perfeição e erro, sucesso e falha, o belo e o feio.
“Cyanotic é uma banda de rock industrial com base em Chicago, um coletivo que tem à frente Sean Payne, formado em 2002 e que lançou o seu primeiro álbum em 2005. Cyanotic é conhecida por sua obra que mixa os gêneros, que fusiona batidas e vocais tradicionais do industrial com drum’n’bass, sampling e heavy metal para criar um som muito áspero”. “As letras da banda contem muitas referências irônicas ao transhumanismo” (http://en.wikipedia.org/wiki/Cyanotic). A música que aparece nos primeiros segundos pertence ao álbum “Transhuman 2.0”.
Após a intro com o Cyanotic, eu coloquei música do DVD DEMOSAMPLER (http://www.stefan-uhlmann.de/cbm/DVD/DVD.html), um DVD free que baixei. A demoscene é uma espécie de cena geek dedicada a fazer o que eu chamaria de videoclips autoexecutáveis. Material geek “das antigas”.
A última música é “DIE KYBERNAUTEN” da banda alemã KLANGWERK (uma espécie de sinos e um instrumento ou uma fábrica de som). Leia mais sobre esta música na camada CRÉDITOS.
Camada VOZES:
Minha intenção foi sempre entre o humano e a máquina sem dicotomizar. Essas vozes digitalizadas têm um apelo tão artificial sendo ao mesmo tempo humanas. Em quatro línguas (Inglês, Francês, Alemão e Português) a mesma pergunta arrepiante: quem tem medo do futuro? Às vezes, há uma salada de vozes, confusão babélica, falha no sistema. O que temos é instabilidade construtiva.
Primeiro foi, no Second Life, a instalação de IMMERSIVA de Bryn Oh, “uma pintora canadense de óleo sobre tela que veio para o Second Life a fim de criar idéias de arte dos novos meios que não funcionam tão bem no meio óleo.” Immersiva é seu metaverso, uma contribuição steampunk de um tipo de experimento estético e também político convidando você para um mundo com suas próprias histórias e leis. Bryn Oh, um avatar, um ghostwriter, uma peça dearte, uma bela imagem cheia de vida, um metasonho... Palavras, besouros, sons, ruídos, caixinhas de música, mecanismos, máquinas turbilhonares, giratórias... Conexões na direção de Walter Ruttmann no filme “Berlin: a Sinfonia de uma metrópole” (Berlin:Sinfonie der Großstadt, 1927) e de Dziga Vertov no filme “Um homem com uma câmera” (Man with a Movie Camera, 1929), ambos filmes mudos, preto e branco. Gosto muito das máquinas giratórias, turbilhonares que se pode encontrar nestas duas peças de arte. Gosto muito também de certas perspectivas.
Na IMMERSIVA há sempre umas maquininhas girando, turbilhonando, rodando, em movimento... Você ajusta a ”câmera” e aproxima a imagem: um mundo em pequenas peças, trabalhando sem parar.
Após ter postado esta machinima, encontrei outro trabalho interessante: “Berlin - Sinfonie einer Großstadt” ("Sinfonia de Berlin"). Uma obra de Thomas Schadt (2002) em homenagem à Berlin de Ruttmann. Comentário de um usuário do IMDB (Internet Movie Database): “A cosmic zoom-in über post-modern Berlin” (“Um zoom cósmico sobre a Berlin pós-moderna”).
Gosto de ver como as coisas se entrecruzam, como se ajustam, se reproduzem, se despedaçam, se rearranjam, reinventam e recriam.
Uma outra “entidade” que encontrou um lugar neste trabalho foi o olho maquínico. Gosto também do efeito mesmérico.
Camada TEXTO:
Camada TEXTO:
Aqui eu uso títulos de artigos, de notícias, vídeos online e livros. Acrescento ainda alguns conceitos ou idéias tais como Free Commons e Pirate Bay. Este tipo de legenda funciona como um novo texto. Este não tem um sentido a ser interpretado. Uso, para tanto, textos em Inglês, Português, Alemão e Francês, tentando citar títulos com ao menos uma palavra “internacional”. A idéia é reviver a experiência de estar em um ônibus cheio de pessoas de vários lugares do mundo, falando idiomas diferentes. Alguns idiomas nós entendemos 100%, algumas vezes reconhecemos um sotaque, às vezes apenas uma palavra, após isso podemos cometer erros em nosso processo de decodificação e se não entendermos nada, podemos, ao menos, “curtir” os sons e ruídos estranhos de uma língua desconhecida. De certa forma, é uma experiência babélica, e também muito além disso, se quisermos. Por outro lado, anúncios de produtos do site instalação CYBORG WEB SHOP podem ser encontrados entre os outros textos. O CYBORG WEB SHOP é a simulação de um tipo de Future Shop (Você lembra de Future Shock?), onde você pode encontrar produtos que já existem, alguns ao menos em estágio experimental ou coisas que ainda virão, ou não.
Camada CREDITS:
Os créditos começam com a última cena. Chaotic Writer sentado sobre o aquecedor ionosférico e música “Die Kybernauten” (“Os cibernautas”) da banda alemã Klangwerk:
“Achtung!
Hier spricht Alexander Abraham von Klangwerk.
Wir unterbrechen das Programm für die folgende Meldung;
Wir unterbrechen das Programm für die folgende Meldung;
Die Kybernauten haben Melbourne erreicht.”
Em Português:
“Atenção!
Aqui, quem fala é Alexander Abraham da Klangwerk.
Interrompemos o programa para o seguinte informe: os cibernautas alcançaram Melbourne”.
E o refrão:
“Niemand weiß, was die Zukunft bringt.”
Em Português:
“Ninguém sabe o que o future traz.”
Os créditos também têm os links de tudo o que foi citado como legenda. Siga os links, siga as rotas. Alguém pode ir adiante caso conheça algum dos idiomas ou queira apenas procurar outras fontes sobre os temas. Os links ativos foram dados no fim deste post. Infelizmente, o videoclip “Die Kybernauten” não está mais disponível, mas as letras ainda estão lá, para que as pessoas possam traduzi-las para suas línguas.
Quando vejo esta machinima agora, eu a vejo como uma espécie de documentário rizomático ou talk show tratando de problemas que me fazem pensar.
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010
cueva de las manos
Estas mãos nos ascenam do interior de um dos primeiros bancos de dados da chamada humanidade. Elas afirmam a vida: caçam, matam, pintam, traçam e nos saúdam através dos tempos. É como se olhássemos para o conteúdo de uma caixinha que nós e nossos amigos tivéssemos enterrado há tempos para um dia, quando mais velhos, abrir e ver que mensagem nós mesmos escrevemos , que objetos deixamos lá. Esta imagem em meu computador é para mim um email enviado como carta aberta há alguns milhares de anos. Algo que nós nos enviamos no passado. Mas, então, já não somos mais os mesmos.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
manual for successful rioting
Motim, distúrbio, mesmo baderna; mas também uma pessoa muito engraçada. Ele/ela é a maior comédia! Uma bagunça alegre. Uma desorganização para a possibilidade de uma nova ordenação, não uma ordem no sentido do progresso positivista, muito mais um “transgresso”.
Pôr o pensamento para correr. Pensamento em turbilhão, rebelião das mentes inquietas impulsionando as hordas, forçando as bordas.
Quando criança, fazia caretas em fotos de família – de vez em quando, para não perder a intensidade. Ruído visual, motins do rosto. Quando recebíamos as fotos – reveladas, elas eram reveladas! – explosão de risos, muitos. A careta do inumano, do animal, do monstro, máquina de guerra em devir-criança. Criança-devir-máquina-de-guerra.

As mídias vendidas detestam as multidões nas ruas. Para elas, todo motim é baderna, todo coletivo, que não seja para consumir, é ameaçador. Bom é o individualista heróico que salva as multidões coitadas. Nunca é o coletivo que conquista; apenas o indivíduo, este divíduo metido a besta. Fazer as mídias ruírem, desmontar suas peças inventando novas máquinas, pós-midiáticas. “Mach deinen Fernseher kaputt”, “Estropea tu televisión”, “Quebra a tua televisão” é um dos títulos da banda alemã DAS BIERBEBEN.
Quebrar as máquinas, os dispositivos, os aplicativos não na ilusão ludita de pará-los, mas para lançá-los em novos devires, abri-los em novas rotas.
Motim-redemoinho que faz o pensamento decolar, afrouxando os parafusos, deixando-os ranger. Um manual para um motim bem sucedido não é algo dado, não está pronto, é um processo aberto em fluxo, ferramenta de um pensar nômade que não fecha em totalizações, que está sempre a correr, mesmo estando parado. Multidão em ação, multitude poética, linha de vôo. Motim enquanto empresa aérea do pensamento!!! Velocidades, coordenadas, mapas cortando as nuvens, dando-lhes novos contornos temporariamente autônomos., mas acima de tudo alegres, alucinadamente alegres.
Pensamento-motim, multidão turbilhonar, não conhece beco-sem-saída. Ele está sempre em movimento intensivo, sempre se rearranjando e montando novas configurações. O pensamento-motim compõe-se em versão beta indefinida, alimentada pela instabilidade criativa do coletivo. O pensamento-motim é uma intensificação das forças, uma vibração de moléculas que se potencializam mutuamente em ligeiras máquinas de guerra nômades. Ele aparece e desaparece rapidamente como os elétrons, sempre a escapar do território das grandes máquinas semióticas, buscando nos encontros novos sentidos, novos modos de existência.
Tomar de assalto as tecnologias, altas, médias, baixas e vagabundas, aprendendo a surfar a deriva de suas peças.
Notas:
Birdy Nam Nam é um coletivo de DJs franceses (Turntablism,Electro,Hip-hop).
Birdy Nam Nam é um coletivo de DJs franceses (Turntablism,Electro,Hip-hop).
Das Bierbeben é uma banda alemã de Hamburguo e Berlin (Electro / Punk).
http://www.myspace.com/bierbeben
http://www.myspace.com/bierbeben
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